quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MELANCOLIA


É um quarto escuro e espaçoso, quase vazio.
Vejo apenas uma mesa e uma cadeira encostadas na parede.
Há um abajur aceso em cima da mesa.
Há um senhor calado sentado na cadeira.
Parece estar desenhando numa folha de papel em branco.
Nenhum desenho feito lhe agrada.
E seu vazio aumenta a cada momento.
A angústia toma conta do seu ser.
Tudo parece fora do lugar.
A melancolia lhe dá insegurança.
Uma insegurança instalada em seu peito.
Sua produção não lhe agradava.
E acabam amassadas.
Jogadas no chão.
Os sentimentos entram em crise.
Amor,
Ódio,
Solidão.
Porque não conseguem se definir.
Não conseguem se encontrar.
Não consegue mudar o seu agir.
O agir que se repete novamente.
Tudo começa.
Tudo termina.
No mesmo lugar.

POR: Jaqueline dos Santos Ribeiro Amorim


Um comentário:

  1. Amei esse poema!! Parabéns!
    Beijos,
    Taiane.

    bloglivrosecha.blogspot.com

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